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Os Resultados Do Tratamento Contra o HIV Continuam A Melhorar

Hope is everywhere
Wellchair on a beach with colored ballons



No Início de Minha Vida com HIV, depois do coma provocado pela meningite viral, não havia tratamento. E, portanto, nenhuma esperança. Eu perdi pessoas, e muitas! Algumas delas simplesmente desapareceram na estrada, e eu sequer imagino se estão vivas, ou não. E como disse Martha Medeiros, a dor que dói mais é a dor e não saber!

Sobre a Vida com HIV, no que tange a mim,  coisa que verdadeiramente me incomoda é a neuropatia periférica. E vejam, eu nem estou “tão mal assim

O Tratamento da Infecção por HIV continua a melhorar, mostra estudo entre 77.999 pessoas

Tratamento contra o HIV
A jornalista Roseli Tardelli (se a grafia esta errada, me perdoe Roseli) tem um excelente projeto no que tange à melhoria da vida das pessoas com HIV, baseado não apenas em exercícios físicos. O “lugar” também é um excelente centro de convivência!!!

A eficácia da terapia anti-retroviral de primeira linha (TARV) continua a melhorar, de acordo com uma análise dos resultados em 78.000 pessoas em 181 estudos, publicado na Revista AIDS pelo Professor Andrew Carr do St Vincent’s Hospital em Sydney e colegas. Mais de três quartos das pessoas que iniciaram o tratamento entre 2011 e 2015 ainda estavam em seu primeiro regime! E tiveram carga viral indetectável três anos depois.

Os resultados em 2011-2015 foram significativamente melhores do que aqueles registrados em pessoas iniciando a terapia entre 2006 e 2010, que por sua vez foram melhores nos resultados observados em pessoas que iniciaram o tratamento entre 2001 e 2005 e entre 1994 e 2000. Além disso, houve queda sustentada na proporção de indivíduos que pararam seu regime de primeira linha. Neste caso, fala-se de interrupções devidas a efeitos colaterais ou devido a escolhas pessoais. No entanto, a proporção de pessoas que pararam devido à falha virológica foi reduzida em aproximadamente 5%.

Desta Forma, Como Disse o Cazuza: “Eu vi a Cara da Morte. E ela estava Viva

Mas, por melhores que sejam os resultados pós-2011, os pesquisadores acreditam que ainda é possível fazer melhor. Eles observam que mesmo com os mais modernos esquemas de TARV, um quinto das pessoas experimentam falha no tratamento (interrompem ou mudam seu regime de tratamento, por qualquer motivo) dentro de três anos após o início da terapia do HIV.

A Assim Chamada TARV Implicava, em 1996 em um Medicamento Chamado DDI (Imagine O Diabo Em tablets)

E veja-o aqui: Videx

O estudo continha algumas indicações sobre quais regimes provavelmente teriam maior sucesso: as pessoas que iniciavam o tratamento com tenofovir (TDF ou TAF)  associados à entricitabina e inibidores integrase tinham mais chances de permanecer no tratamento de primeira linha ao longo de três anos. Outros achados mostraram que o teste de resistência basal e a dose única diária também foram preditores do sucesso do tratamento em longo prazo.

Cinco achados do estudo sobre O Tratamento contra a Infecção por HIV

Tratamento contra a Infecção por HIV
5 Estrelas? Sim, porque não encontrei uma ilustração de 4.3

Cinco achados de especial importância são destacados pelos autores:

  • A eficácia inicial da TARV continue a melhorar. Entretanto, mais de 20% dos pacientes em TARV baseada em inibidores da integrase pós-2010 falharam ao longo de 144 semanas.
  • Estudos de Fase 3 superestimam a “eficácia do mundo real”.
  • Existem pouca análise de características de paciente e exames clínicos coletadas rotineiramente para evitar a falha da rotina medicamentosa de TARV na Infecção por HIV e suas consequências.
  • A taxa de interrupção da TARV por falha virológica não parece ter diminuído em mais de 20 anos.
  • O tempo de acompanhamento do estudo permanece muito curto.

Olhando Bem, A Terapia Antirretroviral, a TARV, é o fio condutor de “nossas vidas”!

As diretrizes de tratamento de TARV fazem recomendações para a seleção de terapia de primeira linha com base na revisão sequencial de estudos randomizados individuais. Para obter uma impressão mais precisa da eficácia e durabilidade da TARV de primeira linh foi preciso estratévia.  Assim, Carr e colegas conduziram uma revisão sistemática dos resultados relatados em 181 estudos envolvendo 77.999 pessoas.

Explicando, o estudo foi de 1994 a 2017.

Um exercício semelhante realizado em 2008 mostrou que a terapia baseada em Tenfovir/Emtricitabina foi mais eficaz do que o tratamento com abacavir/lamivudina quando usado com um inibidor de protease potenciado ou com um inibidor de transcriptase reversa não nucleosídeo ( NNRTI).

Uma atualização em 2012 mostrou que o tratamento baseado em um inibidor da integrase foi superior ao tratamento, incluindo um inibidor de protease potencializado ou ITRNN’s. Mostrou também que as diferenças nos resultados de acordo com a carga viral de base foram menores para os inibidores da integrase do que os inibidores da protease potenciados e ITRNN’s.

Os Estudos sobre a Melhoria Contra 0 Tratamento da Infecção por HIV Não Tem Avaliado tratamentos de “Primeira Linha”.

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Apenas estudos randomizados e estudos prospectivos de coorte envolvendo pessoas iniciando a TARV de primeira linha foram incluídos. O desfecho primário foi a eficácia do tratamento nas semanas 48, 96 e 114. O sucesso foi definido como uma carga viral indetectável relatada com base na intenção de tratar. Assim, mudar o tratamento por qualquer motivo foi, portanto, considerado como falha.

No geral, os pacientes tinham uma média de idade inicial de 37 anos, 75% eram homens e 61% eram brancos. No início do estudo, a contagem média de células CD4 foram de 262 células/mm3.  E a carga viral foi de 63.000 cópias/ml, respectivamente. Os pacientes tomaram uma média de 4,8 comprimidos em 1,6 doses diárias.

As principais estruturas de tratamento foram tenofovir/emtricitabina (44%), à base de timidina (28%) e abacavir/lamivudina (10%). Os terceiros medicamentos principais eram NNRTIs (50%), inibidores da protease potenciados (28%) e inibidores da integrase (12%).

A TARV, o Tratamento Contra o HIV Tem Melhorado a Qualidade De Vida Das Pessoas Diagnosticadas

Os resultados na semana 48 foram relatados para quase todos os participantes. A eficácia média foi de 71%. Melhorou significativamente ao longo do tempo. A média era de 57% em estudos que começaram entre 1994 e 2000. E cresceu para 69% para pessoas iniciando terapia entre 2001 e 2005. E para 77% para indivíduos em 2006 e 2010 e para 84% em estudos pós-2010.

A eficácia na semana 96 foi relatada em 41% dos estudos, com uma taxa global de 64%. Aumentou de 52% para estudos anteriores a 2000. Para 61% para estudos de 2001 a 2005. E assim, cresceu para 65% para estudos de 2006 a 2010. E, finalmente, para 80% em estudos de recrutamento entre 2011 e 2015.

Apenas 14% dos estudos relataram resultados na semana 144 e estes encontraram uma eficácia global de 62%. Mais uma vez, isso melhorou com o tempo. As taxas de eficácia para os quatro períodos de tempo foram de 45%, 55%, 72% e 77%, respectivamente.

Os preditores de eficácia incluíram a escolha do fármaco, com resultados que favorecem ambos os inibidores da tenofovir/entricibina e da integrase. Diversas características de dosagem também foram associadas com maior eficácia: uma vez ao dia na semana 48; dosagem sem restrições alimentares na semana 96; e menos pílulas nas semanas 96 e 144.

O Tratamento Contra O Hiv Melhorou Muito. Mara, Minha Esposa, Eu Creio, Está Viva Apenas E Tão Somente Graças Ao Maraviroc, uma medicação importante na terapia de resgate no Tratamento contra a Infecção por HIV

“O tipo de TAR utilizada, em particular o uso de um inibidor da integrase como droga âncora e o uso de um backbone de NRTI uma vez ao dia [inibidor da transcriptase reversa nucleosídica], teve um impacto muito maior sobre a eficácia do que as características do paciente ”, comentam os autores. “O número de doses por dia teve uma relação mais forte com a eficácia do que se a TAR foi tomada como uma pílula ou mais do que uma pílula por dia.”

Teste de resistência basal (p = 0,0003) e maior contagem de células CD4 basal (p = 0,0003) também preditores de maior eficácia.

Os resultados nos estudos de pós-licenciamento e “mundo real” foram progressivamente piores do que os observados nos ensaios clínicos de fase três.

Em geral, os resultados foram cerca de 10% melhores com os esquemas recomendados nas diretrizes do Departamento de Saúde e Serviços Sociais dos EUA, em comparação com os regimes recomendados pela Organização Mundial da Saúde (indetectável é igual a não transmissível?).

Os efeitos Colaterais continuam sendo a pior parte da terapia Antirretroviral, o tratamento contra a Infecção por HIV

No entanto, quase 30% das pessoas com 144 semanas de acompanhamento interromperam prematuramente o esquema inicial de TARV. Os motivos mais comuns foram a escolha do paciente (13%), efeitos colaterais (9%) e falha virológica (5%). A maioria dessas cessações ocorreu na semana 48. A proporção de cessações precoces do tratamento devido à escolha do paciente ou efeitos colaterais foi menor nos estudos realizados após 2010, em comparação com outros períodos de tempo. Entretanto, a proporção de pessoas que interromperam a terapia devido à falha virológica permaneceu estável em aproximadamente 5%.

“A eficácia inicial da TAR continua melhorando, mas mais de 20% dos pacientes pós-2010 falharam em 3 anos”, concluem os pesquisadores. “A eficácia no mundo real é menor do que nos estudos de fase 3. As diretrizes devem listar a ART inicial não baseada em inibidores da integrase como não-preferenciais. Estratégias são necessárias para melhorar o acesso à genotipagem pré-TAR e aumentar o início precoce da TARV diária única. ”

Enfim….

Traduzido por Cláudio Souza do original em HIV treatment outcomes continue to get better, says large analysis, esquito por  Michael Carter, publicado: 27 Dezembro 2018 no AIDSMAP.

Cláudio Souza, Soropositivo.org
É. Pode-se dizer que estou bem!!!
Minha Opinião Pessoal

Desta forma, eu diria que sim, o tratamento melhorou desde seu “começo” em 1996? Sim, sem dúvida! E nem por iso ele seria, digamos, um passeio à praça. Se você quer minha opinião, eu diria que se eu pudesse voltar no tempo eu voltaria.

Eu voltaria e diria a mim mesmo tudo o que eu sei. “O que agora eu sei”. E diria a mim mesmo para “tomar outra rota”. Isso certamente geraria um paradoxo e você não estaria aqui, “me lendo”.

Isso não seria possível. Mas se fosse…. Bem, quando se trata de paradoxos temporais e atemporais, o melhor é nem começar a pensar.

A grande verdade é que, neste momento, em vinte e oito de dezembro de dois mil e dezoito, por volta das 13:00, o que eu posso é afirmar:

A coisa Estúpida da “VontAIDS”

Sim, Há Vida com HIV e se você ler este texto, meu primeiro editorial, voc~e verá que transar sem camisinha não vale a pena, quando você pega HIV.

E que é estúpida a colocação que reza ser melhor morrer de AIDS do que de Vont’AIDS

 

Cuide-se. Sempre

 

Sim, pode-se dizer que estou bem! Uma hora de esteira tres vezes por semana!!! Wow!

 

 


Eu não sacanearia vocês assim! 🙂 Aqui segue o texto de Martha (brrrrr) Medeiros

Referência

Carr A et al. Sucesso e fracasso da terapia antirretroviral inicial em adultos: uma revisão sistemática atualizada de 77.999 pacientes de 1994 a 2017. AIDS, edição online. DOI: 10.1097 / QAD.0000000000002077 (2018).

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