Crime contyra a Humanidade e Violação de direitos humanos e fundamentais agora se resolve com “pedido de desculpas”
RCM PHARMA | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS 06/10/2010 EUA pedem desculpas por experiência com sífilis na Guatemala Os EUA pediram desculpas na passada sexta-feira por uma experiência conduzida...
| RCM PHARMA | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS 06/10/2010 EUA pedem desculpas por experiência com sífilis na Guatemala Os EUA pediram desculpas na passada sexta-feira por uma experiência conduzida nos anos 1940, na qual os investigadores infectaram com SÍFILIS prisioneiros, mulheres e doentes mentais guatemaltecos, avança a agência Reuters. Na experiência, destinada a testar a então recém-desenvolvida penicilina, os presos eram infectados por prostitutas e depois tratados com o antibiótico. “O estudo de inoculação da doença transmitida sexualmente conduzida entre 1946 e 1948 na Guatemala foi claramente antiético”, disseram a secretária de Estado Hillary Clinton e a secretária de Serviços Humanos e de Saúde Kathleen Sebelius, em comunicado. “Embora esses eventos tenham ocorrido mais de 64 anos atrás, estamos indignadas que uma pesquisa tão repreensível possa ter ocorrido sob a fachada de saúde pública. Lamentamos profundamente o ocorrido e pedimos desculpas a todos os indivíduos que foram afectados por tais práticas de pesquisa abomináveis”, disse o comunicado. A experiência, que ecoou o infame estudo Tuskegee dos anos 1960, no qual negros norte-americanos foram deixados sem tratamento para SÍFILIS, foi revelada por Susan Reverby, professora de estudos sobre mulheres no Wellesley College, em Massachusetts. Ela fez a descoberta este ano, enquanto actualizava um livro sobre o Tuskegee e, o que é incomum para um investigador, informou o governo norte-americano antes de publicar as descobertas. “Além da penitenciária, os estudos ocorreram num asilo para doentes mentais e em quartéis militares”, afirmou Reverby em comunicado. “No total, 696 homens e mulheres foram expostos à doença e depois tratados com penicilina. Os estudos seguiram até 1948 e os registos sugerem que, apesar das intenções, provavelmente nem toda a gente foi curada”, afirmou. As descobertas, que serão publicadas em Janeiro no Journal of Policy History, associam os estudos de Tuskegee e da Guatemala. “Em 1946-1948, o Dr. John C. Cutler, médico do Serviço de Saúde Pública (PHS) que depois faria parte do Estudo sobre SÍFILIS no Alabama nos anos 1960 e continuaria a defendê-lo duas décadas depois da sua conclusão nos anos 1990, dirigia um projecto de inoculação da SÍFILIS na Guatemala, co-patrocinado pelo PHS, pelos Institutos Nacionais de Saúde, pelo Bureau Pan-Americano de Saúde Sanitária (actual Organização Pan-Americana da Saúde) e pelo governo guatemalteco”, escreveu a investigadora. “Eram os primeiros dias da penicilina e o PHS estava profundamente interessado em saber se a penicilina poderia ser usada para prevenir, e não apenas curar, as novas infecções por SÍFILIS, se poderiam ser desenvolvidos melhores testes de sangue para a doença, quais dosagens de penicilina de fato curavam a infecção e compreender o processo de re-infecção depois da cura”. 2010-10-06 | 09:46 |
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