Jornal de Brasília
Publicado em 19 de junho de 2009 (há 17 anos, 4 meses e 2 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 20 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações....
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Jornal de Brasília | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Saúde |
| 19/JANEIRO/08 |
Proteção pode vir pela boca
Os filtros solares evitam que as radiações solares Ultra Violeta A e B (UVA e UVB), em exposições exageradas, causem destruição nas camadas da pele, tornando-a flácida, áspera, manchada, frágil, precocemente envelhecida e mais sujeita a degenerações e cânceres cutâneos. O simples uso diário e adequado de filtro solar previne e até reverte parcialmente esses danos. O número indica seu Fator de Proteção Solar contra a UVB (FPS). Quanto mais alto, maior a proteção contra a UVB. Um FPS de cerca de 15 a 20 já é adequado à maioria da população brasileira. Entretanto, deve-se atentar quanto ao grau de proteção contra a UVA. Ainda não foi padronizada uma maneira de avaliar o grau de proteção UVA, mas filtros que contenham óxido de zinco, dióxido de titânio e avobenzona tendem a ser mais UVA protetores. Sistema imune A pele é um importante órgão do sistema imune. Assim danos da radiação solar excessiva não se limitam a ela. Substâncias produzidas por células estruturais da pele (ceratinócitos) expostos à radiação UV caem na corrente sanguínea e afetam os órgãos internos. Existem na pele células imunologicamente ativas, como os Linfócitos "T" e as Células Apresentadoras de Antígenos. Elas servem de ponte e defesa entre o meio externo e o nosso interior. Ao serem afetadas pela radiação UV elas podem gerar imunodepressão (queda nas defesas) de todo o nosso organismo, particularmente contra câncer e infecções sistêmicas. Pesquisas recentes demonstram que a fotoproteção adequada pode reverter ou atenuar essa imunodepressão orgânica induzida pela radiação UV. Estudos estão sendo feitos para quantificar e padronizar o Fator de Proteção Imune (IPF). Estes estudos vão beneficiar especialmente pessoas de peles muito claras, doentes com infecções crônicas (hanseníase, leishmaniose, HIV) e pessoas com tendência genética a alguns tipos de câncer, afirma o dermatologista Francisco Leite. Pesquisas têm sido feitas para buscar substâncias que ingeridas por via oral dêem fotoimunoproteção a todo o corpo. Uma das mais promissoras é um extrato vegetal de Polypodium leucotomus, que já é comercializado na Europa, mas ainda aguarda regularização na Anvisa.
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