Uma nova facilidade
Publicado em 19 de junho de 2009 (há 17 anos, 4 meses e 4 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 22 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações....
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Jornal de Brasília | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Cidades |
| 22/FEVEREIRO/08 |
Deficientes podem pegar cartão em mais locais Larissa Leite Os portadoras de deficiência física que têm direito ao passe livre em ônibus e metrô, agora, terão mais comodidade para retirada dos cartões. Além da Praça do Cidadão, localizada na Estação do Metrô da 114 Sul, instituições como associações de deficientes, escolas e hospitais poderão oferecer o serviço. Para isso, basta fazer um cadastro na Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus). A descentralização do serviço é para evitar que os portadores de deficiência enfrentem o movimento da Praça do Cidadão, criada em 17 de dezembro do ano passado, que concentra os seguintes órgãos: Diretoria para Assuntos da Pessoa com Deficiência (Dpad), a Coordenadoria para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Corde) e a Promotoria de Justiça de Defesa do Idoso e do Portador de Deficiência (Prodide). "A praça estava ficando cheia e os deficientes começaram a pegar filas. Oferecer mais opções é respeitar ainda mais o cidadão do DF", afirmou o secretário da Sejus, Raimundo Ribeiro. Ele participou da entrega de 1.080 cartões, ontem, pelo Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil (Icep), em conjunto com o governador José Roberto Arruda. Demanda A demanda pelo passe livre aumentou porque, desde o dia 7 de janeiro, as antigas carteiras são trocadas por cartões eletrônicos. Já foram entregues 13.568 cartões aos beneficiários: portadores de deficiência física, de câncer, do vírus HIV, de anemias congênitas e coagulatórias, doentes renais crônicos e idosos. Para o portador de deficiência visual Reginaldo Guabiraba, 31 anos, estudante, a troca da carteira pelo cartão traz uma vantagem simples: "Agora, o cartão cabe na carteira", diz. Já para Gislei de Almeida Silva, 30, a entrega dos cartões vem como um alívio. "Estou com uma perna amputada há sete anos, mas até hoje eu não tinha a carteira. Fiz o pedido há uns três anos, mas alguma coisa aconteceu e nunca recebi", conta. Desde que começaram a ser trocados as antigas carteiras pelos cartões, já foram tiradas de circulação mais de 1.600 carteiras falsas. De acordo com a Sejus, cada uma delas gera um prejuízo mensal de R$ 260 para o sistema de transporte. As antigas carteiras (40 mil no total) valem até o dia 30 de abril. Pode trocar a carteira pelo cartão quem fez o último recadastramento no Sejus, em 2005 e 2006. Quem perdeu o prazo, pode procurar a Dapd, na Praça do Cidadão. Quem for tirar a primeira via do passe livre já irá receber o cartão eletrônico. "O cartão é um respeito ao cidadão, que poderá usar quantas vezes quiser durante o dia", afirma Arruda. Cadeiras para os hospitais Na manhã de ontem, cem cadeiras de rodas foram entregues a hospitais públicos do Distrito Federal, em solenidade no Icep. O ato faz parte de um convênio firmado, em dezembro último, entre o GDF e o Instituto. O convênio também prevê a entrega de 150 cadeiras de rodas por mês, desta vez para os deficientes físicos que comprovem a necessidade da usá-las, por meio de laudo médico. Para o secretário de Saúde, José Geraldo Maciel, a entrega das cadeiras também significa mais dignidade aos pacientes do DF. "Muitas vezes, quando os pacientes chegavam nos hospitais tinham que ser carregados no colo", ressaltou. Na ocasião, o Hospital de Base de Brasília (HBDF) recebeu 15 cadeiras e o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a mesma quantidade. Foram entregues 10 para o Hospital de Apoio, no final da Asa Sul, e quatro para o Hospital São Vicente de Paula, em Taguatinga. Já os Hospitais Regionais de Ceilândia, Gama, Brazlândia, Paranoá, Asa Norte, Planaltina e Samambaia receberam oito cadeiras cada. O interessante do convênio é que os funcionários do Ipec, que irá produzir as cadeiras, são deficientes. De acordo com o presidente do instituto, Sueide Miranda, se não fosse o convênio, hoje, o local poderia estar desativado. "Meu sonho é que Brasília se torne a capital mundial da inclusão", exaltou. Segundo o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Raimundo Ribeiro, todos os deficientes físicos do DF serão atendidos. O governador José Roberto Arruda prometeu marcar presença: "Todo mês eu estarei aqui, neste auditório, para a entrega das cadeiras", ressaltou.
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