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Injeções de anticorpos PRO-140 mantém a supressão viral na fase 2 do estudo

Imagem do  vídeo CytoDyn PRO 140

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Injeções subcutâneas de Pro 140, um anticorpo monoclonal que bloqueia a entrada do HIV em células, foi bem tolerada e manteve a carga viral indetectável por mais de um ano após a suspensão da terapia anti-retroviral (TARV) em pessoas com supressão viral, de acordo com um estudo apresentado no ASM Microbe 2016 na semana passada em Boston.

O HIV utiliza dois coreceptores – CCR5 e os receptores CXCR4 – juntamente com o receptor de superfície de células CD4 para inserir -se nas células. PRO 140 é um  anticorpo monoclonal humanizado que funciona bloqueando o CCR5, impedindo assim o HIV entre em células e comecem a replicar. Cerca de 70% das pessoas com HIV nos EUA e até 90% de pessoas recém-diagnosticados, tem o HIV com tropismo (atração) pelo receptor CCR5.

Estudos anteriores mostraram que uma única injeção intravenosa de PRO 140 reduziu drasticamente os níveis de HIV e uma injeção subcutânea semanal provocou uma redução da carga viral significativamente superior do que a de placebo. Os resultados sugerem que pro 140 não afeta negativamente as funções imunes normais mediadas pelo CCR5.

O anticorpo PRO 140 foi inicialmente desenvolvido pela Progenics mas foi adquirida pela CytoDyn em 2012.  Dados dos ensaios clínicos com o Pro 140 não tenham sido apresentados em conferências científicas ou em revistas médicas para vários anos, mas CytoDyn tenha emitido inúmeros press releases demarcando o seu progresso.

Paulo Maddon, um conselheiro científico na CytoDyn, apresentou achados a partir de uma fase 2B do estudo do Pro 140 como terapia de manutenção para pessoas que haviam alcançado supressão viral na  TARV de combinação padrão.

O estudo CD01  incluiu 39 pacientes HIV positivo adultos exclusivamente com o HIV tropístico ao CCR5 (de acordo com a análise de tropismo do DNA do Coreceptor), carga viral abaixo de 40 cópias/ml sobre uma superfície estável e um esquema de TARV de célula T CD4 contagem acima de 350 células/mm3. Mais de 90% eram homens com  idade mediana de 55 anos.

Todos os participantes deste  estudo aberto comutaram, com uma semana de sobreposição, a partir de seu esquema terapêutico de TARV para a aplicação semanal de injeções subcutâneas de 350mg  de PRO 140 em esquema de  monoterapia para até doze semanas. Aqueles que tiveram rebote viral reiniciaram a TARV.

Entre os 28 pacientes da coorte de avaliação a longo prazo do tratamento, 15 pessoas que mantiveram supressão viral por doze semanas foram treinadas para auto administrar as suas injeções (Nota do tradutor: É fácil de fazer, eu faço isso com outra medicação duas vezes por dia) e autorizadas a prosseguir com a terapia de manutenção pelo PRO 140 para um incremento adicional de 108 semanas em uma fase de extensão. Neste grupo 87% eram homens, 20% eram não-brancos, a idade média foi de 55, a mediana da contagem média de CD4 foi 586 células/mm3e eles haviam sido diagnosticados com HIV durante em média há 13 anos.

Destes  15 participantes, 10 estão ainda em PRO 140 sem TARV por de mais de um ano – e em alguns casos se aproximando de dois anos. Entre as pessoas testadas com um único exemplar de ensaio de RNA do HIV, a menor media de carga viral foi 0,4 cópias/ml.

Dos participantes restantes , quatro tiveram falha virológica (duas medições consecutivas de> 400 cópias/ml) e reiniciaram a TARV, enquanto um deixou o estudo com  carga viral indetectável em 47 semanas.

Os participantes não apresentaram elementos de prova de resistência a drogas, aqueles com falha virológica não experimentaram uma mudança no tropismo pelo HIV nos pacientes que  – permitiram a entrada do vírus usando os receptores CXCR4 em vez dos coreceptores CCR5  – e ninguém desenvolveu anticorpos contra o anticorpo PRO 140. Todos os participantes que reiniciaram a TARV recuperaram a plena supressão viral.

PRO 140 foi geralmente seguro e bem tolerado. Embora globalmente eventos adversos foram comuns (mais de 90% na fase de extensão), não foram relacionados com a droga nem eventos adversos graves ou abandono de tratamento por este motivo. Todos os eventos adversos relacionados à medicação foram reações locais à injeção, geralmente leve ou moderada.

“Para [mais de] um ano, a aplicação semanal subcutânea de PRO 140 350mg desde a plena supressão viral, foi bem tolerada e permitiu a evasão de potencial toxicidade da TARV, preservando opções de drogas”, concluíram os pesquisadores . “Estes resultados suportam um maior desenvolvimento do Pro 140 SC como um simples e único agente a terápico de manutenção, com longa duração “único”  após a primeira TARV em  pacientes HIV-1 selecionados.”

Eles observaram que a fase de extensão do estudo em curso, com um plano para estender ainda mais a monoterapia com o  PRO 140 para além de 120 semanas para pacientes com a continuação da supressão viral.

Liz Highleyman

Publicado em: 28 de Junho de 2016

Traduzido por Cláudio Souza em 28/06/2016 – Publicado ainda não revisado dada a importância do fato

Está notícia que se segue, nos dá maiores esperanças a respeito dos Anticorpos PRO – 140

Referência

Lalezari J et al (Maddon P apresentar). PRO 140 SC monoterapia fornece de longo prazo e completa supressão virológica em pacientes com HIV. ASM micróbio, 2016.

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Sobre Claudio Santos (508 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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