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Beto

O caminho do beto

O caminho pode ser difícil, mas a perspectiva espiritual de cada um pode fazer o caminho ser fácil ou difícil. Beto escolheu encarar as coisas de frente e, agora, tudo está mais fácil

Descobri que tinha HIV em 2013, com 24 anos e achei que meu mundo fosse acabar, eu tinha um relacionamento, planos de adoção com meu parceiro e tudo o mais, meu parceiro não havia sido contaminado e não aguentou a barra por muito tempo; tínhamos uma vida construída e que foi destruída apenas por minha irresponsabilidade.

Logo encontrei uma pessoa que me ajudou muito, mesmo sendo negativo ele foi capaz de me dar a segurança que eu precisava para iniciar o tratamento, no começo não consegui deixar ele me tocar com medo e por falta de informação, mas ele foi paciente e superamos junto a cada dia.

Quando descobri a doença minha carga viral estava bem alta, mesmo tendo descoberto logo no início, cerca de 4 meses após ter sido infectado, meu CD4 estava alto também (700) porém meu médico decidiu que deveríamos começar a medicação para evitar que o mesmo caísse. Eu tive muito medo porem tive apoio e comecei.

Li muito sobre histórias de pessoas que não se adaptaram e fiquei com medo de ocorrer o mesmo comigo, mas decidi confiar no meu médico.

Comecei o tratamento com Lamivudina, Efavirenz e Tenofovir, a única coisa que senti nos primeiros dias foi um pequeno enjoo porem nada que fosse arrebatador.  Tomava tudo junto antes de dormir e logo após, cerca de uns 30 minutos sentia meu corpo mole e pedindo cama, e ia dormir como um anjo, o dia seguinte acordava um pouco enjoado mas era só tomar um café da manha
reforçado que melhorava. Estou com a medicação até hoje e raramente tenho algum efeito dela, acredito que tenha tido sorte, na minha última consulta meu médico informou que iria mudar para um novo tratamento que se constitui em apenas um único comprimido antes de dormir que engloba esses três medicamentos.

Fiz esse relato para as pessoas saberem que não é igual com todos e que o psicológico influencia muito acredito.

Eu nunca tive vômitos, desmaios ou alucinações, me adaptei muito bem e rápido a medicação. Pra mim o estigma ainda tem sido a pior parte, porem acho importante que saibam que nem tudo e tão terrível quanto lemos.

Meu maior medo é o futuro mas sei que poderia ser  bem pior e o futuro não vai se concluir devido a essa doença, e sim devido as minhas atitudes e pensamentos.

Beto 👳

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Sobre Claudio do Soropositivo.Org (502 artigos)
Depois de assar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Sim, aquela que foi embora de casa e abandonou a mim e a meu irmão à nenhum mercê do conjunto truncado de sinapses que poderia muito bem representar meu pai. Assim, abandono os dois nomes na vida pública na rede e passarei a ser conhecido apenas pela minha condição Cláudio Soropositivo. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site Sei que, para muitos, esa é uma decisão assustador. Mas foi muito mais assustador dorir no fundo do poço do elevador de um prostíbulo, enrolado num carpete cheirando a mofo, como única maneira de me abrigar do frio e Deus sabe o porquê de eu não ter sido mordido por um rato... É, sim, eu sou este da foto, que muda de vez em quando, mas sempre parece a cara de um gangster de filmes do Scorsese ou do Tarantino e, francamente, eu acho bom que seja assim. Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Santher, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus...

4 comentários em Beto

  1. Bem, tenho 26 anod e meu caso ainda é muito recente, descobri que sou soropositivo a apenas 03 dias, tenho pensado só nisso desde de então mas por incrivel que pareça estou muito tranquilo, acredito que seja o processo de aceitaçao.
    Atualmente eu moro em Dublin, Irlanda, estou vivendo aqui a apenas 04 meses e acredito que tenha sido aqui a contaminaçao, pois cheguei a me relacionar com cara sem camisinha ( burrice ), e o indice de pessoas com o virus aqui é alto. Agora estou me perguntando se valeu deixar meu trabalho, familia e estar longe de todos agora, pra vir aqui e pegar essa doença do outro lado do aceano … Mas eu tenho que aceitar, foi um “vacilo” meu , eu sempre procurei me cuidar, tanto fisicamente quanto na saude, e ainda nao sei os danos que vou sofrer futuramente.
    A vontade de fazer o teste começou desde o momento que havia me relacionado com um cara sem preservativo, e depois de um amigo ter me dito que esse cara talvez tivesse HIV, eu fiquei em desespero e ainda assim demorei quase 01 mes para fazer o exame, pois meu Ingles é pessimo e eu nao queria que ninguem me acompanhasse nesse momento. Ate que me adoeci e fiquei por 03 semanas com uma tosse muito forte e dores na costela, nessa altura, tudo eu achava que poderia ser o virus, ate que eu nao tivesse escolhas e pedi para uma amiga me acompanhar, fomos nós, fizemos o teste e uma semana depois o hospital me ligou pedindo para que eu voltasse e mais uma vez essa minha amiga me acompanhou, foi quando o medico disse que eu era soropositivo, depois de uma longa conversa, fui emcaminhado para um raio-x e outras amostras de sangue, me pediram para voltar daqui um mes, eles vao analisar qual vai ser o melhor tratamento, a “sorte” que tenho, é que a Irlanda é um dos melhores lugares para se tratar a doença no mundo, quero poder ficar aqui por muito tempo, vai ser apenas uma capsula por dia e se algum dia eu voltar pro Brasil espero que o sistema de saude seja tao eficaz quanto o daqui.
    No momento, eu estou me sentindo bem e espero poder passar essa tranquilidade para os leitores, a descoberta da cura esta cada vez mais proxima, nao podemos perder a esperança!! …

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  2. Estou muito assustado, tenho um filho de 5 anos, sempre fui muito forte, vivo intensamente a vida, viajei muito e escolhi a cidade que moro hoje pra viver, a 2 anos tinha me envolvido com uma mulher que era da sociedade, integra, professora, a onde queria um relacionamento sério, como a mesma não quis, resolvi terminar, ai entrou a mulher de minha vida, que sou louco apaixonado, sempre respeitei e a respeito. Essa mulher que conheci acabou de falecer á mais ou menos um mês, o detalhe era que estava bem de uma hora pra outra chegou a noticia, dizendo que tinha AIDS. desde então não tenho dormido, o pior para mim e saber se estou infectado e a minha linda e anjinho de esposa ter contraído isso também. E a minha esposa não quer fazer o exame, não estou nem tendo relação sexual com ela.

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    • Ms… você fez o exame? Não importa o que tenha acontecido, voc~e só saberá se tem o HIV se fizer o exame. A janela imunoçógica é de 30 dias para qualquer exame, exceto o teste de líquidos e secreções bucais. Você precisaria fazer o exame para saber se tem ou se não tem HIV e, se você tem, pode relacionar-se sexualmente com preservativo. E sua esposa, querendo ou não, deve fazer o exame também. Qualquer coisa você volte a nos procurar que apoitaremos você como for possível

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  3. Quero contar minha história.

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