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Hoje meu HIV completa maioridade. Há 18 anos, fui diagnosticada HIV+

Pessoal, manter o site nos traz custos, custos estes que estão difíceis para arcarmos sozinhos. Nós queremos continuar trazendo informações e ajudando as pessoas que chegam até aqui, mas para isso também precisamos de ajuda. Qualquer valor é bem vindo e nos ajudará a manter o site de pé, caso contrário não conseguiremos mais ter esse canal de informação e ajuda mútua. Segue a conta para depósito: Banco do Brasil, agência 1521-0, conta corrente 19957-5, em nome de Claudio Souza

18th Birthday party invite/template design retro style - VectorEu acordei depois das seis da manhã. Meu namorado está roncando a meu lado. Levantei-me silenciosamente. Deixei a cama quente tomei o meu café acariciando o gato, na cozinha, em silêncio. Lembrei-me de tomar meus remédios. Eles ficam visíveis à mesa na cozinha à vista de todos. Não preciso escondê-los, todas as pessoas com quem convivo sabem que sou soropositivo.

Saí para minha aula de Yoga, como faço todos os dias. Minha sessão foi lenta, como sempre, e tomou quase duas horas, que eu passei tentando manter a atenção em minha respiração. Mas o pensamento: ‘ nossa, ainda estou viva! ” insistiu em aflorar à minha mente. Quem teria acreditado que estaria aqui, ainda… E não só viva, bem como forte e saudável? Mais forte e saudável do que quando recebi o meu diagnóstico!

Passei a maior parte do dia no trabalho, e apesar de ser segunda-feira e o frio quase me congelar não pude deixar de sorrir… um sorriso oculto. O aniversário do meu diagnóstico soropositivo tornou-se o meu dia de celebra o fato de estar viva. O HIV me deu a noção de que saúde e vida são coisas a serem buscadas e valorizadas, me ensinou a cuidar de meu corpo holisticamente.

Eu tenho a perfeita noção sobre como sou afortunada! Muitos de nós, pessoas vivendo com HIV, ainda vivem com medo, sob o peso do sigilo, no isolamento e desesperança.

Uma das coisas que eu penso muito sobre esses dias é como medicação HIV parece ter se tornado a resposta para tudo. A única solução! O fim da AIDS!

Se há algo que eu aprendi nos últimos dezoito anos de convivência com o HIV, é que nós somos pessoas que tomamos pílulas, remédios de todos os tipos, com mas mais variadas necessidades; às vezes temos de tomar em jejum, outro deles temos de tomar com o ‘estômago cheio’ e assim por diante…

Para muitos daqueles a quem apoiamos no Positively UK , frequentemente não há comida suficiente, ou um lar estável, onde viver e, às vezes, eles vivem em relacionamentos nos quais não se sentem seguros, com medo de tudo.

Muitas vezes, eles entendem muito pouco sobre o vírus, ou sobre os medicamentos que eles tomam.

Como levar o tratamento de maneira religiosa e diligente, como é necessário que nós, pessoas soropositivas façamos, quando tudo é incerto, ambiguo ou duvidoso?

Enquanto isso, o mantra de que vem de cima é sempre o mesmo:

Estamos em uma crise, não há dinheiro para serviços de apoio. Os orçamentos estão sendo reduzidos os e o acesso aos medicamentos é limitado por preocupações financeiras ou orçamentárias.” Sim, aqui mesmo no Reino Unido, uma das economias mais fortes do mundo isso acontece com frequencia.

Pobreza, desigualdade e violência ainda conduzem esta epidemia. Quem me dera que tivéssemos uma pílula para isso…

Do original em https://hivpolicyspeakup.wordpress.com/2015/02/02/18-years-living-with-hiv

Nota do Editor de Soropositivo Web Site:

Embora no Brasil os antirretrovirais sejam distribuídos gratuitamente, e este texto reflita uma condição específica do Reino Unido, não é difícil estabelecer m paralelo entre este depoimento e a realidade vivida por nós, pessoas soropositivas vivendo no Brasil. Em locais mais distantes dos grandes centros, e algumas vezes nem tão isolados assim, como por exemplo o Ceará há, as vezes, o fracionamento de doses e o paciente, que muitas vezes vem de muito longe, e só consegue obter remédio para quinze dias, por conta de “erros de logística”. Isso sem contar o preconceito evidente de alguns “servidores”. Num plus, as prefeituras solapam o direito ao “passe livre” para pessoas soropositivas, a pretexto de nada ou qualquer coisa. Mesmo eu, que vivo em São Paulo, já desisti deste “bilhete” porque é necessário verdadeira epopeia, madrugando e zaranzando daqui para a li e ali para acolá para obter o “benefício”; felizmente, eu, apesar de precisar disso, não saio tanto assim de casa e quando saio acabo diluindo o custo da passagem na infinidade de coisas que eu deixo para fazer em “apenas um dia”. Mas começo a me preocupar com os custos do transporte, pois nossas vidas começam a mostrar uma tendência à necessidade destes _benefícios_, fora outros abusos, como este da seguradora AMIL ou outros, conforme publicado na Revista Isto é, há mais de quinze anos, e que continua “a bailar”.

Eu também queria uma pílula para estas mazelas sociais… Infelizmente não há… e pouco se pode fazer, a não ser continuar a luta por nossos direitos!

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Olha só pessoal.

No início do post tem uma imagem com um texto falando sobre o trabalho e os custos que a gente tem. Você que está me lendo agora, pode e tem o direito de não acreditar.

No mês de mais, quando mais de quarenta mil visitas foram registradas, houve três cooperações.

Quando nós pedimos cooperação financeira, qualquer valor é bom.

Sabe, o beija-flor pode carregar uma diminuta gota d’água em seu bico, no afã de apagar o incêndio na floresta….

E nunca será insuficiente 😊

Está conta serve para transferências de qualquer banco ou depósitos na boca do caixa de qualquer agência do Santander

Esta conta não permite, senhores abusadores, que seja feito nada a título de débito nela.

Você não poderá, como já pôde, assinar 65 revistas de uma só editora e, muito menos abrir contas de acesso à Internet 🙂

Precisa conversar

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Estamos aqui para ajudar a pensar, não para diagnosticar. Não somos médicos ou profisionais de saúde. Buscamos ajudar com palavras amigas, conforto espiritual e, na medida do possível, terminar com a neurose gerada por bloqueiros de meia pataca ou homofóbicos sem caráter que não pensam duas vezes antes de espalhar terros entre pessoas que, quer eles, os homofóbicos, queiram ou não, são seres humanos. Tenha em mente que o numero do WhatsApp esta conectado a um CPF

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