HIV, AIDS, e estigma. Façamos a nossa parte para acabar com isso!

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Parece-me que os tubos que contém HIV são “mais pesados”. Este excesso de peso (…) é o diferencial estigmático que as pessoas fazem com relação à infecção por HIV. Assim como a autora, eu detesto a pergunta que quer saber “como eu entrei nessa”. É cristalino, de tão claro, que a pergunta tem a finalidade de iniciar um tratamento e, portanto, eu digo que contraí fazendo pergunta idiota
Este ano, o Dia Mundial da AIDS foi realmente especial, como fui convidada pelo Eddystone Trust para vir a Taunton e falar em seu evento. Taunton fica na bela região do sudoeste de Somerset. Os organizadores convidaram mais de 80 pessoas que vivem com HIV de toda a região, a partir de Devon, Dorset e até Cornwall. Obviamente são pessoas que vivem com HIV em cidades menores e áreas rurais e isso é muito diferente daquilo que nós, que vivemos em uma cidade grande como Londres, onde o anonimato é relativamente fácil de ser obtido. Muitas vezes as pessoas vivem muito longe umas das outras e podem estar muito isoladas. Ficou claro que o evento foi extremamente importante para eles, pois muitos viajaram mais de duas horas para chegar ao local. Eu fazia parte de um fantástico grupo de oradores, que incluiu o meu querido amigo Robert Fieldhouse da revista Linha de Base – fazendo uma atualização de tratamento, e Ant Babajee, falando sobre sua jornada desde o diagnóstico até o ativismo   Em vez chique, o evento foi realizado no recinto de corridas de cavalos. Infelizmente não havia nenhuma corrida no dia, para distrair os meus nervos, e como eu tive a honra de abrir a conferência como oradora principal e definir o tom do dia. Nada menos! Senti meu coração acelerado como se eu estivesse correndo contra os cavalos.   Abri minha palestra dizendo: você sabe o que é a pergunta que eu mais odeio?

“Como você contraiu HIV?”

  Eu sei que a questão é muitas vezes uma desculpa para me julgar, e para descobrir exatamente o que eu fiz para trazer esta doença horrível para mim. Eu gostaria de ter uma história muito trágica para contar: de como eu era uma jovem virgem pura e inocente e um homem horrível mentiu para mim. No entanto, adivinhem? Eu não era assim! Eu vim a saber meu diagnóstico soropositivo para HIV alguns dias antes do meu aniversário de 30 anos.
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Por mais que eu tente negar, parece-me que é assim que as pessoas sorointerrogativas querem que nós nos sintamos: Envergonhadas, culpadas. E eu digo que não. Eu não tenho vergonha de ser soropositivo e não terei vergonha quando me tornar um caso de AIDS. Sou o que sou, com a Graça de Deus
Eu não era “inocente”, e eu não era ignorante. Eu sabia sobre os fatos em torno do HIV, e como ele é transmitido, mas isso não foi o suficiente para me proteger. A realidade é sempre mais complexa e, para dizer a verdade, é doloroso olhar para trás. Eu sei que várias coisas me tornaram vulnerável ​​ao HIV como ser uma mulher jovem: em primeiro lugar, eu lutava com a saúde mental em baixa e sofri com depressão durante toda a minha adolescência e durante boa parte de minha juventude; e como consequência da minha depressão eu tinha muito baixa autoestima, por outro lado eu cresci na própria cultura sexista italiana dos anos 80. Para as mulheres jovens parecia uma “situação de perda. “ Você foi feita para ser liberada e emancipada, mas ao mesmo tempo, impor o uso do preservativo foi visto, na melhor das hipóteses, como “estragar a festa”, e na pior das hipóteses como se eu estivesse fazendo aquilo (…) por sacanagem. Sendo uma moça bonita e com uma muito baixa autoestima, isso foi a receita ideal para o desastre, e não é uma surpresa que eu viesse a ter os problemas que tive com o uso de drogas, relacionamentos doentios e abusivos, e que, finalmente, me levaram ao diagnóstico soropositivo para HIV. O que me preocupa, em 2015, é que a situação não é muito melhor para as mulheres jovens, que são sexualizadas e oprimidas desde sempre, em idades cada vez mais baixas, com uma visível erotização de pré adolescentes e tinagers (nota do tradutor: jovens na faixa dos aa a a 14 nos, dentro de um sistema jurídico que considera a relação de um homem de 50 anos com uma mulher de 20 como uma possível relação de abuso sexual). , Blog Soropositivo. Org Apesar deste contexto todo, o nosso foco na prevenção do HIV parece estar se afastando de qualquer consideração sobre as causas estruturais da vulnerabilidade ao HIV. Agora, estamos saudando intervenções biomédicas, como preparação e tratamento como prevenção, como nossos salvadores, e há uma falsa esperança de que podemos medicalizar-nos para fora da epidemia sem lidar com muitos dos problemas que conduzem à transmissão do HIV. Um número recorde de jovens homossexuais ter sido diagnosticado HIV positivo este ano e no ano que passou. Sabemos que os problemas de saúde mental e uso de drogas e álcool são extremamente comuns neste grupo. Sabemos que, apesar do avanço do movimento LGBT, ainda vivemos em uma sociedade muito homofóbica e crescer como gay muitas vezes, expõe os jovens para o bullying e a outras dificuldades e abusos. Muito mais poderia ser dito sobre este assunto e sobre a queda do currículo de educação sexual e de relacionamentos que não tratam de questões de sexualidade e gênero de forma adequada (nota do tradutor: No Brasil, isso simplesmente não existe por conta da ação irresponsável da bancada evangélica). Não devemos ignorar como tudo isso aumenta a vulnerabilidade dos jovens gays ao HIV. É claro que eu sou totalmente a favor da PrEP estar disponível o mais rapidamente possível para aqueles que estão em alto risco de HIV, mas eu também quero que ele seja parte de um pacote de prevenção abrangente, que inclui um melhor acesso à informação, um maior apoio à questão em torno da saúde mental e uso de drogas para jovens LGBT. Não é um ou outro; devemos ter PrEP em par com os serviços holísticos que abordam outras questões estruturais que influenciam a escolha e o comportamento de cada um.  
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Embora eu conheça algumas que militam no twitter que são o que são e gostam ser assim, a grande maioria delas “entrou nesta” por rigorosa falta de opções. Elas estão vulneráveis, por exemplo, à AIDS. Uma grarota de programas tem 17 vezes mais possibilidades de contrair HIV ou HPV, o vírus que pode causar, além do risco de morte, de serem vitimadas pelo tráfico de sers humanos, além de toda a sorte de abusos que vocês podem ver no notíciário local, onde narra-se, por exemplo, a situação análoga à escravidão em boates espanholas e, porque não, também em países de religião islâmica, onde a mulher não passa, por mais que eu deplore isso, por nenhum critério de direitos humanos
As principais mensagens neste Dia Mundial da AIDS é: nós não vamos nos medicalizar fora da epidemia de HIV; a não ser que nós comecemos a enfrentar o estigma, o HIV vai continuar a crescer em nossas comunidades. Estigma do HIV continua sendo uma barreira para as pessoas que tentam acessar serviços, incluindo de prevenção, tratamento, cuidados e testes. Então, minhas perguntas para o meu público de pessoas vivendo com HIV foi: o que podemos fazer, como as pessoas que vivem com o HIV, para acabar com o estigma? Eu acredito que uma das ferramentas mais poderosas que temos é falar sobre HIV. Eu sei que isso pode ser muito difícil para muitos de nós, mas acho que mesmo se conseguirmos dizer a alguns amigos, ou nosso círculo familiar, cada vez que somos capazes de falar honesta e , Blog Soropositivo. Orgclaramente sobre HIV, haverá um pouco menos de estigma no mundo. Não podemos esperar que o estigma do HIV simplesmente venha a desaparecer, ou esperar que outra(s) pessoa(s) façam isso por nós. Na história da mudança social, mudança acontece quando aqueles que são diretamente afetados, oprimidos e marginalizados se levantam e exigem ser tratados com dignidade e respeito. Isto é verdade, ao longo da história, a partir da sufragista, até o movimento pelos direitos civis, para o movimento LGBT e movimentos anticoloniais etc. É sobre pessoas comuns que tomam as rédeas de uma determinada situação e acabam gerando a ação coletiva. Eu sei que para algumas pessoas isso pode ser muito difícil, e até mesmo perigoso. Eu não estou dizendo que é absolutamente para todos. Alguns dos homens no evento Eddystone falou sobre o quão difícil foi assumir-se gay em uma comunidade rural, e como é difícil em cima deste fardo adicionar também o fardo deste vírus estigmatizada. Eu posso entender isso. Mas também havia pessoas na sala que tinham começado a serem soropositivos público, ou a falar com mais pessoas sobre o HIV, e eles tiveram algumas respostas positivas! Que era importante para eles verem que, como um coletivo de pessoas com HIV, queremos avançar no sentido de uma maior abertura. Havia muitos ainda hesitantes, e espero que o evento lhes dê um pouco a mais de inspiração e motivação para sermos apenas um pouco mais abertos ao diálogo sobre o seu estado de saúde.   Para concluir minha palestra eu mostrei Positively filme do Reino Unido: Nós somos positivos, parte da nossa campanha de mídia social é para acabar com o estigma sobre o HIV e, o que é mais, o estigma contra pessoas HIV positivas (soropositivos). No filme, as pessoas que vivem com HIV, e alguns de nossos amigos e simpatizantes falaram em até acabar com os mitos em torno do HIV por meio de declarações simples sobre o HIV o que não é HIV. A hashtag da campanha é #wearepositive. Por favor, se você usar a mídia social como o Twitter ou Facebook nos ajudar a promover a mensagem.   Traduzido e adaptado para o Português do Brasil por Cláudio Souza. Revisado por M. T. M. na tarde de 19 de março de 2015 AD do original Stigma will end when people living with HIV are visible and heard , Blog Soropositivo. OrgNota do Tradutor e editor de Soropositivo Web Site: Tudo isso se resume à uma frase cujas origens eu desconheço: Ontem, escondíamo-nos para sobreviver. Hoje, mostramo-nos para Viver. O fato é que, quase vinte anos atrás, confessar-se (note o verbo) soropositivo era a ultima frase que vc diria a uma pessoa. Lembro-me de um caso tórrido que mantive com uma moça, com a qual eu tinha um ótimo entendimento até  que, numa noite, ela me disse que me amava e que queria vir viver comigo. Então eu sentei solenemente na beira da cama e contei minha sorologia. Ela ficou petrificada por alguns minutos e, quando se levantou, disse: Preciso sair um pouco, em duas horas eu estarei de volta… E nunca mais voltou!!!! Isso… Porque me amava… Hoje em dia, pelo menos é o que me parece, embora eu esteja casado e não pule, meeesmo, a cerca. Mas eu não sei como seria a reação de uma mulher, cinco minutos antes de se deitar comigo, tivesse uma revelação tão bombástica como está! Para terminar, a moça que me amava não voltou nem para buscar suas roupas e pertences… Que c’est triste venize
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E não foi dentro de uma “zona temporal de conforto”! Esta é uma história que só eu a tem para contar!

Fui a primeira pessoa física, um CPF, não um CNPJ a, entre aspas, “dar minha cara a tapa”!

Por tudo o que vivi, isso tudo aconteceu em um período ainda conturbado pelo preconceito e, sim, houve preços a serem pagos.

A moeda sempre foi a da exclusão social e cheguei a titubear entre prosseguir ou não!

O grande “IT” de tudo isso é que sem este trabalho nada me restaria, senão o  ócio e com toda a certeza não suportaria. Tenho a necessidade de ser produtivo.

We are Borg!

Se não de tédio pelas horas vazias, ao menos por suicídio pela absoluta falta de propósito que minha vida teria e a terrível impressão de parasitose que viria a me acometer. Assim, eu não pude parar.

Tive a oportunidade de realizar muitas coisas e, na outra mão, perdi diversas oportunidades de fazer mais, com um alcance mais profundo e melhor.

Nem tudo é como se quer. Deixa chover (Guilherme Arantes)!

Enfim, se você tem a possibilidade de apoiar, de financiar, mesmo que minimamente este projeto, eis aqui os fatos:

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Este é o Único Blog ” Ainda ON LINE” a ter recebido este prêmio e esta consagração. O blog que alcançou o mesmo Status foi o Solidariedaids, de Paulo Giacommini. Infelizmente eu não consigo encontrar o link e a comunicação este eu e ele é muito difícil
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Único Blog On Line Tratando deste tema a Ter Recebido Este Prêmio pelo Júri Acadêmico

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